Participantes aprovam Curso de Defesa Pessoal promovido pela FGJ

Em um contexto de cerca de 30 mil registros de tentativas ou de crimes efetuados contra a integridade da mulher neste ano no Rio Grande do Sul, a Federação Gaúcha de Judô realizou no último sábado o Curso de Defesa Pessoal, ministrado por Luciano Fialho, faixa preta de judô e policial civil. A ativi
Em um contexto de cerca de 30 mil registros de tentativas ou de crimes efetuados contra a integridade da mulher neste ano no Rio Grande do Sul, a Federação Gaúcha de Judô realizou no último sábado o Curso de Defesa Pessoal, ministrado por Luciano Fialho, faixa preta de judô e policial civil. A atividade contou com a participação de 69 inscritos nos tatames do CETE.
De acordo com o presidente da Federação Gaúcha de Judô, Ricardo Borges, o objetivo foi ampliar a difundir conhecimentos e técnicas que visem a segurança das mulheres. Nesse intuito, a FGJ chegou a oferecer incentivo financeiro a participação de responsáveis e auxiliares técnicas que residem no interior, colaborando com os custos de deslocamento.
O curso foi realizado em dois turnos ao longo do sábado e recebeu aprovação das participantes. “Foi uma experiência incrível, aprendi a ter mais atenção ao ambiente e principalmente ter mais confiança em mim mesma”, atestou a professora Francieli Culau, auxiliar técnica da Ajupa.
“Saber que o judô pode proporcionar para as mulheres que tanto sofrem com as inúmeras situações de risco do dia a dia uma base para que consigam minimamente se defender é maravilhoso”, complementou. “Com certeza levaremos para dentro do dojô, incorporando cada dia mais no cronograma de aula e colaborando para que cada vez mais mulheres queiram participar do esporte.”
A difusão dessas técnicas, a partir deste primeiro contato das participantes, era também um dos objetivos da proposta da FGJ. A ideia é que as senseis, a partir de agora, possam reproduzir esses conhecimentos em suas academias.
“O curso foi de extrema importância neste momento em que existe um medo real em nossa sociedade”, corroborou a sensei Mara Goetz, da Sogipa. “Trazer técnicas e conhecimentos que podem ser usados de modo a proteger nossa integridade física e emocional é bastante relevante. Preparar mais nossos professores de judô com foco não apenas no alto rendimento e nas competições, mas também com o intuito de poder ensinar às pessoas de um modo geral a se defenderem”, explicou. “Foi um sábado muito proveitoso.”
O professor Ricardo Borges contou ter ficado satisfeito com o resultado. “Reforçamos a conexão do judô com as questões sociais ao nosso redor, em consonância com a filosofia do nosso esporte, muito além da questão competitiva”, comentou. “Com cursos como esse a FGJ reafirma a importância de esportes como o judô à sociedade.”
Esta notícia foi agregada de Federação Gaúcha de Judô.
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