Em grande fase, Guilherme Schimidt agora sonha com o topo do mundo

Baku, a capital do Azerbaijão, recebe a partir do próximo domingo o Campeonato Mundial sênior, principal competição da temporada 2026. O judô gaúcho participará do torneio com seis atletas, todos da Sogipa, que tentarão medalhas para o Brasil. Ao longo desta semana, a Federação Gaúcha de Judô public
Baku, a capital do Azerbaijão, recebe a partir do próximo domingo o Campeonato Mundial sênior, principal competição da temporada 2026. O judô gaúcho participará do torneio com seis atletas, todos da Sogipa, que tentarão medalhas para o Brasil.
Ao longo desta semana, a Federação Gaúcha de Judô publica uma matéria com cada um dos judocas do estado que atuarão no torneio. Guilherme Schimidt é o quinto retratado da série. Além dele, os colegas de clube Jéssica Lima, Daniel Cargnin, David Lima, Rafael Macedo e Leonardo Gonçalves também lutarão no evento.
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Guilherme Schimidt está voando. Apenas neste ano, o judoca da Sogipa conquistou cinco medalhas no circuito internacional em seis competições. Ainda há relativamente pouco tempo na nova categoria, saiu praticamente do zero para alcançar o quinto lugar no ranking mundial da FIJ. Desempenho que dá confiança em ir ainda mais longe: “Eu estou muito motivado para esse Mundial e vamos buscar a medalha de ouro, que é meu principal objetivo”.
Numa mescla de técnica e força, Schimidt esbanjou competitividade ao longo desta temporada. Fora do país, na única vez em que não foi o ao pódio, no Grand Slam de Paris, protagonizou um dos ippons mais bonitos do torneio. Depois disso, dois bronzes, duas pratas e a medalha de ouro no Grand Slam de Budapeste, mês passado.
Tudo isso, revelou ele, é fruto do período em que ficou parado, entre 2024 e 2025, se curando de uma lesão. “Eu fiquei muito tempo assistindo judô pela televisão e querendo estar nas competições”, contou. Quando reuniu novamente condições de lutar, disposição não faltou. “Olha, foi muito trabalho”, garantiu ele, pouco antes de embarcar para o seu quinto Mundial sênior.
Somada à vontade de estar no tatame, também se acumulou o desejo de representar o Brasil novamente num grande torneio, como nos Jogos Olímpicos de Paris – onde ajudou a equipe do Brasil a conquistar o bronze. “Quem vive um ciclo olímpico e vai aos Jogos Olímpicos grandes laços em representar a bandeira do Brasil”, disse. “Eu senti saudade desta adrenalina, e essa saudade me motivou e me motiva cada vez mais para dar valor e representar o Brasil como ele merece ser representado, no lugar mais alto do pódio.”
Na Sogipa, ele prepara-se para lutar contra adversários do mundo inteiro, mas tem a poucos metros um de seus principais oponentes na busca da vaga olímpica – e da medalha no Mundial de Baki –, Rafael Macedo, do mesmo peso. Schimidt comentou a situação lembrando que o judô, embora seja individual, requer parceiros para treinamentos e randoris, que se refletem posteriormente nos torneios. “A gente leva isso com leveza e tenta ajudar nos treinamentos para cada um desempenhar o seu melhor papel na hora da competição.”
Esta notícia foi agregada de Federação Gaúcha de Judô.
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